Licitação do Lixo Zero fica para 2014
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quinta-feira, 03 de outubro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) espera abrir a licitação para as empresas interessadas em participar do programa Lixo Zero no início do próximo ano. O objetivo é colocar o projeto em prática seis meses após a definição do grupo vencedor. O programa prevê o reaproveitamento de todo lixo produzido em Londrina em até três anos.
Das 21 empresas que se inscreveram no Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), sete apresentaram projetos. O prazo para a entrega venceu no dia 30 de setembro. Quatro empresas já haviam informado que não apresentariam propostas, cinco não justificaram a falta de projetos e as demais não se manifestaram.
Dos projetos apresentados, dois são de empresas de Londrina, sendo uma delas a Cooper Região, que já faz a coleta seletiva na cidade, um de Santa Catarina, dois de São Paulo e dois do Rio de Janeiro. Duas das empresas possuem capital estrangeiro.
O presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, ficou satisfeito com os projetos apresentados e ressaltou que são "bem constituídos e alicerçados em técnicas bem diferentes". Geirinhas apontou que os projetos destacam bem a questão da educação ambiental.
"O nosso objetivo é que esta educação seja continuada e as empresas entenderam isso. Teremos surpresas positivas e grupos experientes no assunto", frisou.
Um dos pontos preconizados pelo Lixo Zero é o maior percentual possível de reutilização do lixo. Um dos projetos, de tecnologia londrinense, leva em conta o tratamento dos inservíveis e a transformação em tijolos, utilizados na construção civil. "Os inservíveis correspondem entre 15% e 20% do total e não há solução em lugar nenhum. E temos uma tecnologia nossa que pode resolver o problema", garantiu o presidente da CMTU.
O próximo passo do programa é, até o final do ano, realizar audiências públicas para definir o modelo que será criado e elaborar um termo de referência para a abertura do processo licitatório. "O modelo escolhido pode aglutinar tecnologias dos vários projetos apresentados", relatou Geirinhas. "Acredito que o grupo vencedor vai precisar de seis meses para assumir o serviço já que terá que fazer altos investimentos antes de iniciar. A nossa expectativa é que em um ano o programa seja iniciado."
O programa Lixo Zero tem como meta reciclar 60% de todo o lixo no primeiro ano, 80% no segundo e 100% no terceiro. A CMTU informou que ainda não é possível apontar o custo para a implantação do projeto.


