Licitação do lixo em Curitiba sofre reviravolta
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Fábio Galão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal de Contas do Paraná deu ontem prazo de 15 dias para que o Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos regularize o julgamento das propostas técnicas dos participantes da licitação para definição da empresa que vai operar o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos de Curitiba e Região Metropolitana (Sipar). A decisão do TC representa que terão que ser dados passos para trás no processo de concorrência, já que o nome do consórcio vencedor da licitação foi anunciado ontem.
O Sipar vai fazer o tratamento do lixo da Capital e de 18 municípios vizinhos, em substituição ao aterro da Caximba. A decisão do TC será enviada ao Ministério Público, que deverá acompanhar o caso.
Na quarta-feira, a desembargadora Regina Afonso Portes, do Tribunal de Justiça, havia determinado a continuidade da licitação do Sipar, interrompida por decisão anterior do Tribunal de Contas. A desembargadora atendeu solicitação de um dos inscritos na concorrência, o consórcio de empresas Recipar.
Ontem, antes da sessão do pleno do TC, a Prefeitura de Curitiba informou que o Consórcio Intermunicipal, amparado na decisão do TJ, encaminhou para publicação no Diário Oficial o resultado da concorrência, cuja única etapa pendente era a oficialização. O consórcio Recipar venceu a licitação.
Em sessão do pleno do TC, os conselheiros, por unanimidade, decidiram aprovar ontem o voto do corregedor-geral, Caio Márcio Nogueira Soares. Foram apontadas irregularidades em vários itens da concorrência: falta de plano de encerramento do Sipar por parte dos consórcios Paraná Ambiental e Recipar, concorrentes da licitação; inobservância do consórcio Recipar quanto ao prazo de vida útil do sistema; pontuação do composto orgânico da proposta da licitante Recipar com umidade excedente ao que foi admitido no edital; classificação da Recipar, levando em consideração dados referentes aos túneis de compostagem de lixo orgânico que não estavam presentes na proposta da licitante; e ofensa à isonomia e falta de fundamentação técnica na pontuação dos licitantes Paraná Ambiental e Gralha Azul no tocante ao prazo de antecipação do processamento integral dos resíduos.
Ao todo, 22 empresas estavam inscritas na licitação, divididas em seis consórcios e duas empresas individuais. Segundo a Prefeitura de Curitiba, o consórcio Recipar é composto pelas empresas Pavese Serviços de Reciclagem e Participações Ltda, Columbus Serviços de Reciclagem e Participações Ltda, Elecnor S/A e Macovit Sociedad Inversiones SL.
A Prefeitura de Curitiba, que encabeça o Consórcio Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, não se manifestou ontem sobre a sessão do Tribunal de Contas.


