Licitação da área 2 de gás tem disputa de quatro consórcios
São Paulo, 9 (AE) - Os consórcios que entrarão logo mais às 9 horas na Bolsa de Valores na disputa da área 2 de distribuição de gás natural de São Paulo, são liderados pela Enron americana; a Gas Natural espanhola; Agip italiana; e o consórcio formado pela Petrobrás e a Consummers Gas americana. Os analistas especializados em energia entendem que há perspectiva de que o ágio ultrapasse a 80%, pelo poder de fogo dos consórcios que participam da licitação. O preço mínimo é de R$ 110 milhões. O problema é que a empresa que ganhar terá que investir mais US$ 100 milhões, num período de médio prazo, para atender a todos os planos que o governo paulista impõe ao consórcio vencedor.Segundo o secretário da Energia Mauro Arce, "esta será a última privatização do ano promovida pelo governo paulista".
O secretário de Energia Mauro Arce confirmou hoje cedo que há duas cidades no interior paulista que desejam a instalação da sede da nova companhia distribuidora de gás, que sairá da licitação de logo mais na Bolsa de Valores paulista. As cidades de Araraquara e Ribeirão Preto estão disputando a nova empresa e oferecem subsídios como descontos no Imposto Territorial Urbano (IPTU). A nova empresa vai atender cerca de 300 municipios da região Noroeste do Estado.
Na manhã de hoje não havia medida judicial alguma que pudesse impedir a concorrência pela área 2 de distribuição de gás natural em São Paulo, anunciou o secretário de Energia, Mauro Arce. Ele atribuiu a aparente tranquilidade nesta licitação ao fato de que vai surgir uma nova empresa. "Na verdade estaremos gerando mais emprego no Estado, pois surgirá uma companhia inteiramente nova e que além de propiciar novos empregos, deverá sempre ter planos novos de expansão, para o atendimento seus clientes, pois atenderá uma área de mais de 7 milhões de pessoas", afirmou.
A presença do BNDES para financiar possíveis solicitações de recursos por parte do consórcio vencedor da licitação da área 2 de distribuição de gás natural de São Paulo, serviu para fortalecer a permanência da disputa até o final da concorrência, garantiu um analista envolvido com o setor de energia. Segundo ele, "há mais tranquilidade por parte de quem vai concorrer ao saber que o BNDES poderá fornecer financiamentos".





