Rio, 27 (AE) - O fraco desempenho do comércio exterior brasileiro levou a Libra Terminal a rever em US$ 22 milhões seus planos de investimentos para os Portos do Rio de Janeiro e de Santos nos próximos dois anos. O vice-presidente executivo da companhia, José Antônio Cristóvão Balau, ressaltou que a meta de crescimento das exportações do governo não se confirmou e o que se vê hoje é uma grande ociosidade nos terminais portuários.
"Temos atualmente uma ocupação inferior a 30% no Terminal 1 do Rio, nosso plano era trabalhar com cerca de 50%", afirmou. Segundo ele, os programas de incentivo às exportações ainda não deram os resultados esperados. Hoje, a Libra movimenta 90 mil contêineres por ano, mas a empresa está preparada para operar 120 mil no Estado.
A situação no terminal 37 do Porto de Santos é um pouco melhor. A ocupação está entre 42% e 45%, próxima da meta planejada pela empresa. Mesmo assim, a estagnação do comércio externo brasileiro preocupa a empresa, que optou por desacelerar seu projeto de investimentos. "Vamos manter nossos planos, mas o cronograma será mais lento", explicou.
Balau destacou ainda que as obras de melhoria e recuperação do Porto do Rio, que ficaram a cargo da Companhia Docas do Rio de Janeiro, estão atrasadas. Esse adiamento também contribuiu para que a Libra revisse seus planos e suspendesse a compra dos dois portêineres para dobrar a capacidade de produção do terminal. O projeto da companhia era comprar quatro portêineres até 2001, sendo os outros dois para o terminal 37 em São Paulo.
O vice-presidente anunciou que a partir de amanhã o terminal do Rio, operado pela companhia, será o único de contêineres a possibilitar a integração dos transportes marítimos ao ferroviário e aéreo. O projeto foi orçado em R$ 10 milhões e vai permitir a unificação dos trabalhos de desembaraço e trânsito alfandegário. "O custo para as empresas vai diminuir", afirmou. "Agora elas vão precisar de apenas uma equipe para fazer o trabalho anteriormente realizado no aeroporto e nos portos."

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