Paris, 16 (AE-AP) - A Líbia enviou à França mais de 200 milhões de francos (US$ 31 milhões) para pagamento de indenizações aos famíliares das 170 vítimas da explossão de um DC-10 sobre a áfrica, em 1989. A ação líbia é o primeiro passo para a retomada de relações diplomáticas entre os dois países.
A chancelaria expressou sua satisfação com a transferências dos fundos e assinalou que eles expressam o reconhecimento das autoridades líbias da responsabilidade de seus cidadãos pelo crime.
No dia 10 de março, um tribunal francês condenou in absentia seis líbios, incluindo um cunhado do líder da Líbia, coronel Muamar Gadafi, pelo atentado à bomba.
Altos funcionários franceses disseram que em março Gadafi prometeu, em carta ao presidente Jacques Chirac, punir os acusados e pagar as compensações às famílias das vítimas.
O aparelho, da companhia francesa UTA, voava sobre o Niger em direção à Paris, quando desapareceu das telas dos radares. Seus destroços foram encontrados espalhados pelo desertos. Depois de realizar vários testes e investiações, especialistas concluíram que funcionários do governo líbio haviam colocado uma bomba na bagagem de um agente que embarcara no avião. O atentado ocorreu num momento de elevadas tensões entre a França e a Líbia por causa do Chade, onde forças dos dois países entraram em conflito várias vezes nos anos 70 e 80.
Dos seis acusados, o cunhado de Gadafi, o vice-chefe dos serviços secretos líbios, Abdallah Senoussi, é o funcionário mais graduado. Os outros são um diplomata e quatro supostos agentes secretos.O governo francês exigiu o pagamento das indenizações para a normalização das relações diplomáticas com a Líbia.
Nove meses depois do atentado contra o DC-10, um jumbo da Pan Am explodiu quando voava sobre a cidade escocesa de Lockerbie, matando 270 pessoas, incluindo 11 em terra. Em 1992, o Conselho de Segurança da ONU imôs uma série de sanções contra a Líbia, incluindo um embargo aéreo porque o paíse se recusava a entregar os acusados de ter posto uma bomba no jumbo e e não cooperar com a Justiça francesa nas investigaç‹oes sobre o avião da UTA.

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