Londrina – A moradora de Ibiporã Giuliana Botelho Pelisson mudou com a família há dois anos para o condomínio horizontal Moradas do Arvoredo em busca de segurança e liberdade para os filhos. "Hoje, minha filha leva a vida que eu tinha quando era criança e brinca com segurança com todas as meninas da vizinhança", afirma Giuliana. Ela assumiu no último ano o comando do condomínio, que possui 140 terrenos, sendo que 80 casas já foram construídas.
A atual síndica lembra que o primeiro condomínio horizontal de Ibiporã foi inaugurado há mais de dez anos, no entanto, o "boom" na construção de novas residências ocorreu a partir de 2013. "Na mesma época que me mudei, outros moradores estavam chegando com a mesma preocupação: a segurança da casa e da família", recorda.
Questionada se o local privado e fechado contribui para o isolamento e individualismo, ela responde que a convivência próxima dos vizinhos ensina os condôminos a viver em comunidade. "Você acaba criando vínculos com os vizinhos. Quando esqueço de comprar alguma coisa no mercado, dou um grito na casa do lado e o vizinho aparece com café ou açúcar para ajudar. Além disso, as crianças também ficam amigas e brincam até de acampamento nos terrenos desocupados", comenta.
O educador físico Paulo Alves Pereira trocou, recentemente, um apartamento em Londrina por uma residência no condomínio Moradas do Arvoredo. "Apesar de aumentar a distância para o trabalho, custo-benefício vale a pena por causa do sossego das pequenas cidades", garante. O maior contato com a família e espaço para crianças também influenciaram na decisão de deixar o apartamento. "Consigo ficar mais com a minha filha e a nossa família tem contato com os outros condôminos quando utiliza as áreas de lazer", acrescenta. (R.F.)

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