Londrina – A Defensoria Pública do Paraná, que realiza um mutirão carcerário em Londrina, constatou uma realidade cada vez mais evidente no País: a volta ao crime de presos que deixaram recentemente o sistema prisional. Muitos detentos que foram liberados no mutirão realizado em junho voltaram às carceragens do 4º e do 5º distritos policiais poucos dias após ganharem a liberdade.
"Alguns que receberam o benefício da liberdade provisória no primeiro mutirão infelizmente voltaram a ser presos e nestes casos já não podemos mais auxiliá-los. Eles terão que aguardar os trâmites dos processos presos", lamentou o corregedor da Defensoria Pública, Sergio Parigot de Souza. Ele não especificou o número de reincidentes que estão de volta nas carceragens dos distritos. As reincidências foram principalmente nos crimes de roubo e tráfico de drogas.
A Defensoria Pública ouviu 150 presos e espera conseguir a liberdade provisória de pelo menos 80, o que aliviaria, momentaneamente, a superlotação das duas delegacias. Cada carceragem tem capacidade máxima para 24 presos, mas ontem abrigavam juntas 225. "Até a próxima sexta-feira vamos fazer o levantamento dos antecedentes criminais dos entrevistados, analisar os casos que realmente atendem os critérios para um pedido de liberdade e encaminhar os processos para as varas criminais", garantiu o corregedor.
O mutirão, que contou com o apoio de cinco assessores da Defensoria em Londrina, visitou ainda os Centros de Socioeducação (Censes) 1 e 2 e o 3º DP, que abriga mulheres. Segundo Parigot de Souza, a principal reclamação dos adolescentes é em relação a qualidade da alimentação, mas que no Cense 1 a estrutura física e de atendimento é satisfatória. "O prédio do Cense 2 passará por uma reforma no próximo mês e isso vai melhorar a condição destes adolescentes."
Em relação ao 3º DP, o corregedor explicou que já existe uma assessoria constante da Defensoria no acompanhamento da situação de cada presa e por isso elas não foram incluídas no mutirão.

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