Liberado após confirmação de que teria ido à festa
Rodrigo Nascimento afirma que a versão sobre o caso foi apresentada ao delegado responsável pela investigação do crime em 23 de dezembro. Ele diz que nem sabia que os amigos estavam presos. Saí do serviço e fui na delegacia. Entrei e conversei com o delegado e mais uns dois ou três. Confirmei que conhecia o Luizinho e o Alan desde criança. Aí ele disse: Sua casinha caiu e sei muito bem que foram vocês que mataram a menina. Após uma ligação para o rapaz conhecido como Baiano, e a confirmação que teria ido junto para a festa à fantasia, Nascimento foi liberado.
Semana passada, prestou outro depoimento. A informação de que ele teria usado o Chevette para levá-los à universidade foi passada à polícia por Dayane. Mas se meu carro não estava andando como que a menina estaria falando a verdade? E se ela está mentindo sobre isso por que estaria falando a verdade no resto?, questiona. E tem 30 pessoas que estavam na festa que podem falar que nós estávamos lá. Como que a gente podia estar em outro lugar? Isso é uma coisa que não tem lógica, acrescenta.
O pai de Amanda, Luiz Rossi afirmou na sexta-feira que acredita que a autoria do crime é uma fato consumado e agora aguarda apenas a investigação sobre o mandante e a motivação do assassinato. Ela foi o maior talento que apareceu nessa área. Todo mundo gostava das coreografias que ela fazia. Ela era fantástica. E muita ingênua. Não via maldade. E viu a morte, diz.
A reportagem entrou em contato com a promotora Suzana Feitosa de Lacerda, da 1 ªVara Criminal, mas foi informada pelos estagiários que ela estaria eu audiência durante toda a tarde e até a noite de ontem. O delegado-chefe da 10 ªSubdivisão Policial Sérgio Barroso informou que quem poderia prestar informações sobre o caso era o delegado Ernandes Cezar Alves, responsável pelo investigação do Caso Amanda. No final da tarde de ontem, no entanto, o celular dele estava desligado. No plantão da Polícia Civil, foi informado que ele estaria viajando.
O advogado Laércio dos Santos Luz, que defende os rapazes presos, adiantou ontem que vai entrar com um pedido de liberdade provisória em favor de Luiz Vieira Rocha e Alan Aparecido Henrique.
Ele argumenta que ambos cumprem os requisitos necessários para responder ao processo em liberdade: endereço fixo, trabalho lícito e reús primários com bons antecedentes. Acrescenta que os clientes dele também não se enquadram nos requisitos que justificam a prisão preventiva, como riscos à garantia da ordem pública e econômica, à instrução penal e à aplicação da pena.
Eles moram nas mesmas casas há muitos anos e foram espontaneamente à delegacia, ressalta o advogado. Luz afirmou ainda que deve entrar com o pedido de liberdade provisória no Tribunal de Justiça, em Curitiba, se a decisão de primeira instância for negativa. (F.R.F.)





