Londrina - O pedido de relaxamento coletivo de prisão dos detentos dos 4º e 5º distritos de Londrina não deve ser acatado pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP). O requerimento foi protocolado ontem pela Defensoria Pública. "Do ponto de vista legal, isto é impossível. A liberação dos presos não compete à VEP, mas a cada vara criminal que ordenou a prisão de cada indivíduo", afirma José Carlos Mancini Junior, coordenador da comissão de estabelecimentos prisionais da OAB-Londrina.
A Defensoria pede a soltura de todos que se encontram em prisão provisória nos distritos. Atualmente, cada unidade abriga cerca de 90 detentos, sendo que, juntos, os dois locais poderiam abrigar no máximo 48. Os defensores públicos também solicitam a transferência dos condenados para a Casa de Custódia ou para a Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).
Além de Mancini, o juiz titular da VEP, Katsujo Nakadomari e o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Amaro se reuniram ontem para discutir a crise do sistema carcerário da cidade.

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