Liberação de vans e ônibus, outro pleito
Capanema - O Movimento Pró-Alfândega, que congrega autoridades e o empresariado de Capanema e Andresito, completa cinco anos em 2015. O primeiro ofício pedindo o alfandegamento na ponte internacional data de junho de 2010 e foi enviado ao Comitê Técnico de Assuntos Aduaneiros da Comissão de Comércio do Mercosul.
Desde lá, os esforços não surtiram efeito. O delegado da Receita em Cascavel, Paulo Sérgio Cordeiro Bini, informou à FOLHA que os interessados no alfandegamento de carga nunca produziram um estudo de viabilidade econômica, apesar da prefeita de Capanema, Lindamir Denadin, afirmar à reportagem que o movimento encomendou um estudo que calcula a demanda em 300 caminhões por dia. O mesmo estudo aponta a produção regional de erva-mate, soja orgânica e tabaco como grande beneficiários da nova solução logística.
O secretário municipal da Indústria e Comércio, Alex Marcello, informa que o movimento está mais focado no momento na liberação de vans e ônibus na rota. Hoje, com equipes reduzidas de fiscalização das autoridades brasileiras, não há desembaraço de bagagens em veículos de transporte coletivo. Sem o aval na entrada, os turistas não poderiam avançar além dos limites dos dois municípios fronteiriços. Outro pleito é o funcionamento do posto 24 horas por dia, o que ocorre em apenas dois curtos períodos no ano, durante a Festa do Melado, em Capanema, e da Fiesta del Agricultor, em Andresito.
Marcello diz que os dois municípios querem incrementar o ecoturismo e que a liberação de vans e ônibus na fronteira é um fator preponderante para consolidar o projeto. O município negocia uma autorização para a exploração náutica do Rio Iguaçu dentro do parque nacional. (L.F.M.)





