A liberação do tráfego de navios no Porto de Paranaguá provocou um conflito entre a Defesa Civil e a Capitania dos Portos. Enquanto o coordenador da Defesa Civil, coronel Luiz Antonio Borges Vieira, afirmava que não havia riscos de explosão na área atingida pelo vazamento de nafta, o capitão dos Portos, Pedro Tkotz Neto, insistia que não havia segurança suficiente para liberar a atividade.
A partir das 7 horas de ontem, foram liberadas apenas as operações de carga e descarga. O porto foi fechado na quinta-feira, no início da tarde. Treze navios estavam atracados e mais 34 aguardavam na baía a vez de encostar. ''Nossos inspetores estiveram no local e constataram que a situação está muito mais difícil hoje (ontem)'', afirmou Tkotz. O capitão dos Portos disse que os peritos encontraram vazamento, gases e manchas na água. ''O tráfego só será liberado quando me forem apresentados laudos que garantam a segurança.''
Segundo o coronel Vieira, durante todo o dia de ontem não houve risco de explosão. Mas ele admitiu que havia ainda um pequeno vazamento no tanque de nafta. ''Mas não há casos registrados de intoxicação por nafta, nem entre os tripulantes do navio.'' O Cindacta liberou o espaço aéreo ontem apenas para aeronaves que estivessem participando da operação.
A Defesa Civil anunciou ontem que a área de interdição em torno do navio havia sido reduzida de três para 1,5 quilômetro. O anúncio irritou o capitão dos Portos. ''A interdição continua a mesma. Quem determina isso é a Capitania dos Portos. Com que autoridade a Defesa Civil está querendo interferir no mar?'', disse Tkotz. O coronel Vieira rebateu dizendo que o capitão está preocupado com assuntos menores. ''Ele parece estar um pouco frustrado. Deveria era estar mais junto com a equipe que está trabalhando no local.'' Para o coronel, quanto antes os navios atracados sejam liberados, menor o risco de acidentes no momento do resgate do ''Norma''. (E.T.)

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