Liberação de água de barragem desencalha barcaças na hidrovia Tietê
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de novembro de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Andradina, SP, 07 (AE) - Uma liberação monitorada de água da barragem da hidrelétrica de Nova Avanhandava, a 500 quilômetros de São Paulo, permitiu que cinco comboios hidroviários de transporte pesado voltassem a navegar pelo rio Tietê, após duas semanas de encalhe por causa da seca. Mas o nível das águas continua baixo e a navegação nos 800 quilômetros da hidrovia Tietê-Paraná permanecerá paralisada até voltar a chover.
A operação desencalhe coordenada pelo Departamento de Hidrovias da Secretaria dos Transportes, teve duas medidas básicas que permitiram liberar a água - mais produção de energia e abertura dos vertedouros, como se houvesse uma enchente.
Das 18 horas de sexta-feira até as 16 horas de sábado, a usina dobrou a vazão de descarga abrindo e fechando os vertedouros - equipamentos que despejaram água diretamente no lago de Três Irmãos, sem passar pelas turbinas que geram eletricidade. O desperdício nesse período de seca foi para permitir que empurradores e barcaças com 6 mil toneladas de farelo de soja que estavam atolados em bancos de areia a 7 quilômetros dali pudessem navegar rumo a São Simão, a cerca de 300 quilômetros.
Em vez de 1,2 milhão de litros a usina passou a lançar 2 1 milhões, o que provocou elevação do nível do Tietê em aproximadamente 2 metros. O controle de descarga foi acompanhado por uma equipe de campo com rádio, que ficou percorrendo de barco e a pé as margens do rio, onde estão instaladas réguas de leitura. O engenheiro João Carlos Pelicier, coordenador da operação em Nova Avanhandava, disse que o trabalho foi bem sucedido e todos os comboios passaram pela eclusa.


