Beirute, 01 (AE-AP) - O Líbano anunciou hoje (01) que não irá extraditar para o Japão cinco integrantes do Exército Vermelho Japonês procurados por acusações de terrorismo depois que eles completarem suas sentenças de prisão na semana que vem.
A decisão do governo provavelmente irá irritar o Japão, que já contribuiu com US$ 110 milhões para a reconstrução pós-guerra do Líbano e vem fazendo uma campanha pela extradição.
As sentenças de três anos impostas aos cinco por terem entrado no Líbano com passaportes falsos terminam na terça-feira. Mas o governo anunciou hoje que eles permanecerão na prisão esperando a decisão de um comitê governamental, que está considerando o pedido deles por asilo político.
O Exército Vermelho é um grupo ultra-esquerdista que foi ativo nos anos 70. O Japão quer que os cinco sejam julgados por acusações de terem promovido em ataques sangrentos em várias partes do mundo.
O mais conhecido dos cinco é Kozo Okamoto, que tomou parte no ataque de 1972 ao Aeroporto Ben Gurion, de Israel, que deixou 24 pessoas mortas. Okamoto, 51 anos, foi libertado por Israel em 1985 numa troca de prisioneiros com guerrilhas palestinas.
Os cinco japonseses são considerados heróis por muitos no Líbano e no mundo árabe por defenderem a causa palestina e se opor a Israel. Eles estavam no geral inativos no Líbano, vivendo sob a proteção de palestinos e grupos esquerdistas até a captura deles.