Rio, 29 (AE) - O plantio de alimentos de grande consumo, como arroz, milho e feijão, aumentou em relação ao ano passado, fato que deve evitar aumentos de preços destes produtos, segundo informou hoje o técnico Carlos Alberto Lauria, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A constatação foi feita a partir do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de março.
O levantamento mostrou que a produção nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e em Rondônia aumentou 4,88%. Estas áreas respondem por 90% da safra de cereais, legumes e oleaginosas no Brasil. No Norte e Nordeste houve aumento de 39,54% da produção. De acordo com Lauria, na prática, este crescimento representa a volta aos níveis normais de produção destas duas regiões, depois da grande quebra de safra provocada pela seca no Nordeste.
Em relação à safra anterior, o instituto registrou as maiores altas de produção em março nas culturas de algodão herbáceo (14,14%), arroz (36,62%), feijão de primeira safra (51 57%) e milho de primeira safra (9,94%). Lauria lembrou que, como a maior parte do milho é usada como ração para animais, um esperado aumento de produção pode ajudar também a manter os atuais preços das carnes.
Recorde - Segundo o IBGE, a produção de cereais, legumes e oleaginosas poderá atingir a marca de 80 milhões de toneladas. Seria a primeira vez que a safra atingiria este nível, desde que o LPSA começou a ser feito, em 1973. Lauria ressalvou que a estimativa de março envolveu também simulações, porque o instituto não conseguiu informações novas sobre o comportamento dos cultivos de inferno e segundo e terceira safra de alguns produtos, por causa do calendário agrícola.

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