Brasília, 28 (AE) - O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), quer ainda que o governo federal modifique a forma de cálculo usada para definir o valor das parcelas da dívida do Estado com a União. O cálculo é feito com base na receita média dos últimos 12 meses, segundo o governador, e não com base na receita do mês em que haverá o pagamento. "Com a receita em queda, o valor pago cresce", protesta o governador. O representante de Alagoas em Brasília e ex-secretário de Fazenda do Estado, coronel Roberto Longo, explica que, em junho, AL deveria pagar à União 15% da receita líquida disponível referente à renegociação global e mais 4% que se referem a outros débitos. Mas, com essa diferença na base de cálculo, o pagamento, que seria de 19% da receita média, representou, na prática, em 31,5% da receita líquida disponível. O governador reclama que, além destes pagamentos, ainda tinha de pagar 25,63% para a Previdência e transferir 21,53% ao Legislativo e ao Judiciário. Com isto, estariam comprometidos 78,6% da receita disponível. "Com um saldo 21,26% da Receita, não posso nem cumprir a Constituição, que exige que eu aplique 25% da receita na eduação", reclamou Lessa, lembrando ainda que precisaria pagar as demais despesas do Estado, incluindo o restante do pessoal e o custeio. O governador quer ainda usar para abater a dívida um saldo de R$ 7 milhões depositados na Caixa Econômica Federal (CEF), sobra do programa de demissão voluntária do Estado. A parcela faz parte de empréstimo que foi incluído na renegociação com a União, e sobre o qual Alagoas está pagando juros.

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