Maceió, 25 (AE) - O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), defendeu hoje uma moratória negociada com o governo federal. "Eu preciso de uma folga de pelo menos um mês no pagamento do serviço da dívida para socorrer as vítimas da seca", afirmou Lessa, que pretende levar essa proposta na segunda-feira (29) ao presidente Fernando Henrique Cardoso.
Caso tenha êxito, o governador terá R$ 11,5 milhões para o combate aos efeitos da seca em Alagoas.
"O presidente Fernando Henrique Cardoso tem de sensibilizar-se com o flagelo da seca que está matando de sede os alagoanos", afirmou Lessa, que hoje pediu apoio do presidente nacional do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho (AL), para marcar uma audiência com FHC.
Lessa viaja amanhã (26) para Recife, onde se reúne pela manhã com o superintendente da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Aluísio Sotero. Ele vai entregar a Sotero um relatório sobre os efeitos da seca em Alagoas, com fotos e uma fita de vídeo, mostrando a situação na região. Segundo Lessa, em virtude da estiagem, a mortalidade infantil em 22 municípios aumentou assustadoramente, chegando, em alguns casos, a cem crianças mortas por cada mil nascidas antes de completar 1 ano. Lessa também participa de uma reunião no Recife com o comando do Estado-Maior da 7ª Região do Exército
onde vai pedir apoio à Brigada de Engenharia para a construção de barragens na região do Sertão. O governador quer também o apoio da Sudene para dobrar de 80 para 160 o número de caminhões-pipa que abastecem de água cidades do Sertão e do Agreste. Amanhã (27), Lessa viaja para o Rio, e, na segunda-feira, vai a Brasília, onde pretende acampar em frente do Palácio do Planalto até ser recebido pelo presidente. "Só volto para Alagoas depois que o presidente Fernando Henrique me receber e aceitar a proposta da moratória negociada", garantiu Lessa.

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