Curitiba, 26 (AE) - O governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), e o secretário de Segurança Pública do Estado, Cândido Martins de Oliveira, anunciaram hoje mudanças na cúpula e na forma de atuar das Polícias Civil e Militar do Estado. Das novas diretrizes baixadas pelo governo estadual, a principal é a atuação integrada entre as duas polícias. Também serão priorizados os trabalhos ostensivos para os policiais militares e os de investigação na Polícia Civil.
Para isso, os policiais deixarão os serviços administrativos e atuarão somente nas ruas. "Vamos proceder à implantação de um planejamento e partir para uma nova atuação, sob o comando das duas pessoas que hoje assumem esses cargos, para trazer à população de todo o Paraná não apenas segurança real, mas sensação de segurança", disse o secretário. A previsão é que 2,5 mil policiais militares sejam remanejados dos batalhões para as ruas.
O novo comandante da Polícia Militar é o coronel Guaraci Moraes Barros, que dirigia a Academia Militar do Guatupê. Ele substitui Luiz Fernando de Lara, que está sendo investigado sobre a compra sem licitação de jaquetas coreanas para a polícia. De acordo com o secretário, a troca no comando não tem ligação com a sindicância. "Já vínhamos conversando há muito tempo sobre a possibilidade da alteração porque o governador e o secretário estavam sentindo a necessidade de uma agilização na implantação dos planos", disse.
O delegado João Ricardo Kepes Noronha, que acumulava a Divisão de Segurança e Informação e a Delegacia de Foz do Iguaçu
assume o posto de diretor-geral da Polícia Civil, que era de Newton Rocha. "O momento exige um delegado com novo ânimo e nova visão estratégica de segurança", disse Oliveira. Segundo o governador Jaime Lerner, o trabalho de investigação "será reforçado para priorizar o combate ao crime organizado, ao tráfico de drogas e ao roubo de automóveis".
Os novos comandantes das polícias também terão de apresentar no dia 10 de cada mês um relatório sobre os resultados do trabalho em segurança pública. "Todas as medidas visam o aumento da produtividade do aparelho de segurança e a valorização de seus profissionais. Os resultados serão insistentemente cobrados pelo governo", disse Lerner. As funções administrativas das polícias passarão a ser realizadas por servidores remanejados de outras áreas do governo.

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