Lerner e FHC desprezam custos do NovoMuseu
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sábado, 23 de novembro de 2002
Katia Michelle<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A inauguração do NovoMuseu, obra de Oscar Niemayer que custou U$ 14 milhões aos cofres públicos do Paraná, ontem em Curitiba, foi marcada por uma cerimômia rápida e pomposa e ainda por uma pequena manifestação de aposentados e pensionistas em frente à sua sede.
A solenidade atrasou em uma hora. Os convidados ilustres, dentre os quais o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o arquiteto Oscar Niemeyer, e o secretário geral da Presidência da República, Euclides Scalco, o ministro de Minas e Energia Francisco Gomide, além do governador Jaime Lerner (PFL) e outros políticos e artistas, ficaram numa área isolada.
A tônica dos pronunciamentos do governador e do presidente foi o custo do novo museu, de R$ 49 milhões. Lerner não falou em números. ''Esse museu não é uma franquia de consumo cultural, mas se propõe a formar uma nova geração de criadores.'' Lerner comparou os custos do museu com a ampliação do Moma, museu em Nova York. Lerner disse que o custo do NovoMuseu não chega a 3% do custo de ampliação do Moma.
Fernando Henrique também disse que o custo não tem relevância. ''Não significa nada diante da possibilidade de continuidade. Esta obra é um marco do Paraná de hoje.'' Oscar Niemeyer, que passou as últimas horas supervisionando as obras, não fez discurso.
A grande sensação do NovoMuseu foi a torre em forma de olho. O único incidente ocorreu por volta das 17 horas. Aposentados e pensionistas seguravam faixas pedindo o impeachment do governador, acusando-o de não pagar precatórios, créditos garantidos por decisão judicial. O protesto não incomodou o governo por ser um ato isolado. (Com Leandro Donatti)


