O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem que está analisando com ‘‘o cuidado e a responsabilidade necessários’’ o reajuste das tarifas de pedágio em estradas do Anel de Integração. O aumento anual nas tarifas está previsto nos contratos de concessão e o próximo aumento está marcado para o mês que vem.
No início deste ano, por ordem judicial, houve reajuste de 112%. O governador falou rapidamente sobre pedágio na cerimônia de inauguração da DtCom - Direct to Company - empresa do segmento de treinamento corporativo a distância, em Quatro Barras, município da Região Metropolitana de Curitiba.
Lerner não deu detalhes sobre o prazo para conclusão das análises ou data de anúncio do reajuste que, para não despertar polêmica junto à opinião pública, vem sendo tratado com uma reposição de inflação pelos orgãos oficiais e concessionárias. Mas não negou que técnicos do governo estejam analisando as planilhas de custo e propostas de reajuste apresentadas pelas concessionárias, que temem que o governo dê uma interpretação política a um assunto que, para eles, é técnico.
A atualização pelos índices de inflação é prevista em contrato e independe de maiores negociações entre governo e os empresários. O governador também não respondeu se espera novas manifestações dos usuários de rodovias contra o valor das tarifas.
A postura do governador ontem confirma a tese de que o governo pretende levar o assunto em banho-maria até o próximo dia 15, quando sai o valor oficial do Índice Geral de Preços de Mercado (IGPM). Somente o IGPM, da Fundação Getúlio Vargas, registrado nos últimos 12 meses é de 13,57%. Outros itens também são analisados no processo de negociação.
As concessionárias querem ainda repassar para as tarifas do pedágio em vigor hoje a cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS), estipulado por algumas prefeituras. A previsão é que as seis concessionárias (Ecovia, Rodonorte, Econorte, Caminhos do Paraná, Viapar e Rodovia das Cataratas) paguem R$ 15 milhões deste tributo.(Emerson Cervi, de Curitiba)

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