Lerner critica medida de Calheiros
O governador Jaime Lerner (PFL) divulgou nota ontem à noite reagindo com indignação à decisão do ministro da Justiça, Renan Calheiros, de determinar à Polícia Federal (PF) a abertura de inquérito para apurar a morte do agricultor Eduardo Anghinoni, irmão de um dos líderes do MST Celso Anghinoni. A PF também irá apurar a denúncia de tortura contra outro membro do MST, Seno Staats.
Estranho esse posicionamento do Ministério da Justiça, que não nos consultou a respeito e tomou uma medida com base em uma versão de pessoas que representam apenas um lado da questão, criticou Lerner.
De acordo com o governo, a secretaria de Segurança Pública está trabalhando para resolver rapidamente os dois casos. Segundo a nota, ontem à tarde o governador recebeu do secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, um relato detalhado sobre o andamento das investigações. Participaram também o chefe da Casa Civil, Pretextato Taborda, e o assessor especial de assuntos fundiários, José Carlos Vieira.
A Secretaria de Segurança Pública determinou ao delegado-geral da Polícia Civil, Newton Tadeu Rocha, a imediata designação de um delegado especial para presidir o inquérito que apura o caso do líder sem-terra Seno Staats. Também anunciou que mais três áreas, ocupadas por sem-terra no Estado, serão desocupadas até o dia 15, de forma pacífica.
Segundo o informe do governo, as fazendas Belo I, II e III, ocupada por 30 famílias, e a Florão, com 18 famílias, ambas em Querência do Norte, e a São Joaquim, com 50 famílias em Terra Rica, serão desocupadas até a próxima semana.
Conflitos Também em informe divulgado para a imprensa, a Secretaria de Segurança Pública comunica que efetuou levantamento nas delegacias de polícia dos município para verificar inquéritos policiais em que figuram como vítimas integrantes do MST. Contrariamente ao que vem sendo afirmado por membros do movimento, os dois casos vem sendo rigorosamente apurados para identificação e posterior punição dos culpados, diz a nota.
Mas o órgão esclarece que parte deles se refere a lesões corporais, que de acordo com o decreto federal 9.099/95, passa aos cuidados dos juizados especiais. Em função da constante rotatividade dos integrantes do MST, a polícia e também os juizados especiais têm encontrado dificuldades de localizá-los.
O informe contesta, ainda, informação do MST sobre oito inquéritos ( Folha Reportagem, edição de 4 de abril, páginas 1 e 2) que não teriam tido continuidade.Arquivo FolhaGovernador indignadoO governador reagiu com idignação, ontem à noite: Estranho esse posicionamento do Ministério da Justiça, que não nos consultou a respeito e tomou uma medida com base em uma versão das pessoas que representam apenas um lado da questãoDa Redação





