O governador Jaime Lerner autorizou ontem a abertura do processo de licitação para a construção da Cadeia Pública de Londrina e garantiu a entrega da Prisão Provisória da Cidade em fevereiro, um mês antes do que estava previsto. As decisões atendem às reivindicações dos participantes do Fórum Permanente de Segurança de Londrina, recebidos ontem pelo governador no Palácio Iguaçu.
As medidas devem resolver nos próximos meses o problema de superlotação de presos nos distritos policiais e na penitenciária. Segundo o juiz corregedor de Londrina, Roberto do Valle, atualmente há 207 detentos ocupando as 104 vagas nas delegacias. ‘‘Na penitênciária, que tem capacidade para 360 presos, há 376 detentos. Além desses, há 80 presos aguardando a prisão provisória’’, disse ele.
A Cadeia Pública será construída num terreno de 16,7 mil metros quadrados
(doado pelo empresário Luiz Roberto Ferrari), terá 3.650 metros quadrados de área e poderá abrigar 292 presos. Os recursos para a construção da Cadeia já estavam previstos no orçamento do governo estadual de 1998 - R$ 2,8 milhões - e no orçamento da União (R$ 400 mil), mas o processo de licitação ainda não havia começado. Lerner disse que as providências devem ser tomadas imediatamente, mas que prefere assinar os atos em Londrina nos próximos dias, durante sua visita à Cidade.
Neste ano, a Secretaria de Segurança Pública do Paraná já liberou R$ 693,2 mil para a construção da Prisão Provisória, que terá 144 vagas. Nas reformas de distritos policiais, foram aplicados R$ 233,4 mil e mais R$ 58 mil para aditivos contratuais. Com as reformas, as delegacias puderam melhorar as condições de segurança e evitar fugas ou rebeliões - que não acontecem há 90 dias. Ao todo, os investimentos em segurança na Cidade chegam a R$ 4,3 milhões.
Participaram da reunião com o governador o prefeito de Londrina, Antonio Belinati, a vice-governadora Emília Belinati, o secretário de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, secretário de Obras, Augusto Canto Neto, de Justiça, Edson Vidal, o procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Abílio Medeiros, além de juízes, vereadores, promotores públicos e delegados de polícia.

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