Lerner apóia medidas contra greve nas polícias
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sexta-feira, 27 de julho de 2001
De Curitiba 
O governador Jaime Lerner (PFL) apóia incondicionalmente as propostas feitas pelo governo federal contra as greves de policiais civis e militares no Brasil. A criação da Guarda Nacional, a proibição da sindicalização e a expulsão de manifestantes receberam o aval do governador. Já o professor de Direito de Pontifícia Universidade Católica do Paraná e coronel da reserva da Polícia Militar do Paraná, Antônio Celso Mendes, avalia que as medidas, decididas durante reunião entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e governadores de Estados, não irão resolver a crise do sistema de segurança do País.
Foi consenso entre os governadores que não houve greve de polícias Civil e Militar nos Estados, mas sim motins, com todas as consequências que esse tipo de atitude gera, como por exemplo saques, arrombamentos e crimes, disse o governador. O povo não pode ser exposto às consequências de paralisações da segurança e os governantes têm o dever de se antecipar às crises, emendou o secretário da Segurança Pública do Paraná, José Tavares, que também participou da reunião.
Já o professor da PUC, Antônio Celso Mendes, avalia que as ações tomadas são paliativas. Uma mudança inteligente da Constituição é a solução para transformar o sistema policial direcionado as necessidades atuais, que são os municípios e Estados, analisou.
Para Mendes, a principal mudança foi deixada em segundo plano para ser analisada depois pelos governadores. A unificação das polícias Civil e Militar vai significar economia e melhor operacionalização do sistema, disse. Outra medida é a desmilitarização da polícia, sem que se perca as características da farda, disciplina e hierarquia.
O professor defende também a unificação das escolas de polícias Civil e Militar. Também teria que ser unificada a categoria dos agentes penitenciários, que passaria a ser policiais com formação específica. (Israel Reinstein)


