Quinze pessoas estão em observação em Adrianópolis (a 133 quilômetros de Curitiba) com suspeita de leptospirose devido às chuvas constantes dos seis últimos dias, que alagaram casas e deixaram duas mil pessoas desabrigadas. São nove adultos e seis crianças, segundo o prefeito José Carlos dos Santos Sukita. Os casos ainda não são comprovados, mas os sintomas indicam a possibilidade de leptospirose.
Os doentes têm febre e diarréia, sintomas típicos da doença provocada pela urina do rato, que se dissemina pelo lixo quando há enchentes. As pessoas estão sendo atendidas no posto de saúde do município. O único hospital da cidade está desativado, mas o prefeito acredita que poderá tratar os doentes no próprio município sem precisar deslocá-los a outros centros.
‘‘Estamos recebendo remédios e vacinas do governo do Estado e conseguimos atender as pessoas por aqui mesmo’’, disse o prefeito. Sukita busca agora recursos para recuperar estradas e pontes que caíram em consequência das chuvas. O prefeito estima prejuízo de pelo menos R$ 700 mil. O acesso ao município foi recuperado ontem, depois da terceira queda de barreira que aconteceu no domingo, na altura do quilômetro 15 da BR-476, a 15 quilômetros de Adrianópolis. Mesmo assim, o tráfego é liberado apenas para veículos leves e em meia pista.

Em todo o Paraná há
1.156 desabrigados
e 12 municípios em
estado de emergência


Em todo o Paraná, o número de desabrigados ontem era de 1.156, segundo informações da Defesa Civil. Doze municípios permanecem em estado de emergência: Jaguariaíva, Jataizinho, Tomazina, Adrianópolis, Piraí do Sul, Castro, Porto Rico, Querência do Norte, São Pedro do Paraná, Santa Cruz do Monte Castelo, Icaraíma e Vila Alta.
O total de desabrigados chegou a 3.360 na última quinta-feira em todo o Estado. Parte das famílias, no entanto, já conseguiu voltar às suas casas com a interrupção das chuvas. A Defesa Civil calcula que 10% das vítimas tiveram perda total e não poderão voltar às suas residências, que acabaram sendo carregadas pelas enxurradas. ‘‘Estas pessoas terão que receber ajuda especial do governo e dos municípios’’. informou Luís Antonio Borges Vieira, coordenador estadual da Defesa Civil.
O Rio Paraná continuou subindo ontem, atingindo 5,25 metros no ponto mais alto, na altura do município de Porto Rico. O nível normal do rio é de 1,50 metro, conforme informou a Defesa Civil. Homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuam retirando as famílias que vivem às margens do rio e que estão com suas casas alagadas em consequência da cheia. No município de Guaíra (oeste do Estado) há cerca de 60 pessoas desabrigadas. Ribeira - Uma pedra de quatro metros de diâmetro, pesando cerca de 20 toneladas, rolou morro abaixo e atingiu a avenida principal da cidade de Ribeira, no Vale do Ribeira (São Paulo), na madrugada de ontem. A pedra parou a menos de três metros do prédio da Delegacia de Polícia e de várias casas. O deslizamento ocorreu por causa das chuvas que voltaram a cair anteontem na região do Alto Ribeira. A cidade continua isolada.

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