Com um discurso afinado e filosófico, o teólogo e simpatizante de movimentos sociais, Leornardo Boff participou ontem do Seminário sobre Ética, Biodiversidade e Sustentabilidade, do Fórum Global da Sociedade Civil, evento paralelo à COP-8. Em seguida, Boff integrou o grupo de manifestantes no Ato contra as Monoculturas, em Defesa da Biodiversidade e em apoio às Mulheres da Via Campesina.
O teólogo lastimou a violência com que os policiais do RS trataram as camponesas e discursou sobre questões, que na opinião dele, são fundamentais para a redução da degradação ecológica. ''O primeiro ponto é a afetividade, afinal somos animais racionais. Depois vem o cuidado com tudo o que vive. Seguido da cooperação entre os seres, que é fundamental para a processo de evolução'', sustentou Boff. A responsabilidade com nossos atos, segundo ele, também é importante para a preservação da espécie.
Boff pontuou as virtudes necessárias para que a humanidade viva em harmonia. Em primeiro lugar classificou a hospitalidade. ''Nosso planeta precisa ser nossa casa'', reiterou. Em seguida apontou a boa convivência com todos, o respeito e a comensalidade. ''Todos os seres humanos precisam comer e viver juntos. Não adianta respeitar e conviver, mas morrer de fome''.
O teológo ainda criticou a ausência de políticas públicas voltadas ao agronegócio. ''O Brasil é vítima de um agronegócio que controla nossas importações e exportações. Quando a Marina (Ministra do Meio Ambiente) entrou, ela elaborou algumas políticas para minimizar os problemas. Mas ainda temos muito o que fazer'', disse. No final, acrescentou a necessidade de políticas benevolentes de preservação ambiental e de desenvovimento sustentável.(E.Z.)

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