Leme 'previu' indicação de Armínio
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quarta-feira, 03 de fevereiro de 1999
Por Robson Pereira 
São Paulo, 03 (AE) - Em entrevista a O Estado de S. Paulo, na segunda-feira, o diretor de Mercados Emergentes do banco de investimento norte-americano Goldman e Sachs, Paulo Leme, criticou a condução da política monetária brasileira e antecipou a influência que Armínio Fraga teria na condução do novo regime de câmbio flutuante. "O Armínio está pensando numa alternativa melhor, que é a adoção de um índice de Condições Monetárias", afirmou Leme, ao comentar as dificuldades do governo em administrar a base monetária (moeda em circulação mais os depósitos compulsórios dos bancos).
O Índice de Condições Monetárias "pensado" pelo sucessor de Chico Lopes na presidência do Banco Central, representa a média ponderada das taxas de juros e de câmbio. Na entrevista ao Estadão, Paulo Leme disse que, se o governo não perder tempo em estabelecer novas âncoras monetária e fiscal para o novo regime de câmbio flutuante, ainda é possível limitar os efeitos da crise e resgatar o Plano Real.
Ontem, após a nomeação de Armínio Fraga, o diretor da Goldman e Sachs disse que a indicação do amigo "aumenta as chances de êxito das mudanças da política cambial". Leme, um dos nomes citados nesta terça-feira para compor a nova diretoria do BC, considera Fraga "uma pessoa preparada" e "um privilégio para o País" tê-lo como presidente do Banco Central.


