Belgrado, 07 (AE-ANSA) - O Partido da Renovação Sérvia (SPO), de Vuk Draskovic, organizou hoje (07) à noite em Leskovac uma manifestação própria por temer que os partidos da Aliança para a Mudança, coordenada por Vladan Batic, e o Partido Democrático (DS), de Zoran Djindic, monopolizem o protesto democrático.
O comparecimento à manifestação de Draskovic (500 pessoas uma hora depois do início do ato) parece confirmar que a iniciativa desse líder, que nunca condenou a política do presidente iugoslavo Slobodan Milosevic e com cujo governo esteve a ponto de colaborar, não dá resultados.
Por outro lado, a pequena presença nesta manifestação destaca o êxito de um ato que a oposição democrática promoveu na segunda-feira na mesma Leskovac, uma cidade do sul da Sérvia, atendido por umas 20.000 pessoas.
Leskovac parece agora ser o centro da "revolta" democrática contra Milosevic e, durante a madrugada de terça-feira para quarta-feira, viveu graves incidentes, com mais de 2.000 pessoas depredando a casa do governador Zivojin Stefanovic, do Partido Socialista (SPS) de Milosevic.
Depois disto, os manifestantes tentaram invadir o quartel da polícia para libertar Ivan Novkovic, apresentador de televisão detido no dia anterior por ter convidado os telespectadores a participar das manifestações contra o regime.
Entretanto, provoca temores uma manifestação de apoio ao governo convocada para amanhã em Prokuplje pelo partido de Milosevic, coincidindo com um protesto da oposição marcada para o mesmo local.
Vuk Obradovic, ex-general que lidera o pequeno Partido Democrata Cristão, integrante da Aliança para a Mudança, considerou que a decisão do partido de Milosevic é "uma ação politicamente irresponsável".
Entretanto, a coalizão opositora anunciou que fará manifestações diárias em várias cidades da Sérvia até conseguir a renúncia de Milosevic.
Por outro lado, segundo a agência independente Beta, as "cidades livres" (ou seja as administradas pela oposição como Nis, Cacak, Uzice, Novi Sad) deixarão nos próximos meses de colaborar com o governo central e convidarão os cidadãos para uma "forma geral de desobediência civil".

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