A mãe fica preocupada. Mas, a filha não quer saber de leite. É por isso que a operadora de telemarketing Valdete Camargo de Oliveira Silva, de 38 anos, está sempre arrumando substitutos para repor a necessidade diária de cálcio da filha Gabriela de Oliveira Silva, de 12 anos. Como queijo e requeijão também ficam de fora da dieta, iogurte e leite fermentado são as principais fontes da substância.
Valdete conta que a ''aversão'' ao leite começou aos seis anos. ''Depois disso, não consegui mais que ela tomasse leite, ela enjoou, não gosta do cheiro'', diz. A preocupação é porque a mãe sabe da importância do cálcio para a filha: ''você guarda para o futuro. Os médicos pedem a ingestão de dois copos de leite por dia, e ela não toma nenhum. E, como ela não come queijo, eu fico em uma situação complicada, a alimentação fica limitada''. ''O médico me manda tomar leite, mas eu não gosto'', afirma a adolescente.
Situação contrária é vivida na casa da massoterapeuta Ruth Pereira da Silva, de 47 anos, mãe de Carlos Eduardo, de 17 anos, e Marcelo Henrique, de 7 anos. Os dois adoram leite e o consumo da família é de pelo menos quatro caixas, com 12 litros cada uma, por mês. ''Eu nunca tive essa preocupação. Até para o (filho) mais velho, que está nos Estados Unidos, tive que mandar achocolatado'', conta Ruth.
Marcelo, que gosta de leite morno e de café com leite, tem até um ''copão'' especial para o alimento, e Carlos Eduardo, que gosta do leite gelado, costuma usá-lo em várias preparações: com achocolatado, com pão, com suco, e até com farinha de milho.(C.P.)

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