Bauru, SP, 22 (AE) - A leishmaniose foi encontrada em 451 cães nos 41 municípios que compõe a Direção Regional de Saúde (DIR) de Bauru, no interior de São Paulo. O maior número de casos foi confirmado em Lins, com 275 casos; seguida de Cafelândia, com 103; Promissão, 37; Balbinos e Guaiçara, 10; Getulina, 8; Bauru, 5, e Agudos, Jaú e Macatuba, 1. Esses números põem as autoridades sanitárias em estado de alerta, principalmente porque as localidades que apresentam o maior número de casos estão na área de Lins, vizinha a Araçatuba (SP), onde a infestação é grande.
Os cães cujo resultado do primeiro exame foi positivo tiveram o material encaminhado para outros exames no Instituto Adolfo Lutz com o objetivo de determinar se a doença é do tipo cutâneo ou visceral. A forma visceral é a mais grave. O Setor de Vigilância Epidemiológica e órgãos municipais empenhados no combate à doença examinam os cães existentes num raio de 200 metros do local onde é encontrado um contaminado porque, segundo a diretora do setor, Márcia Monti, é importante manter a doença sob controle, especialmente nas cidades onde ainda existem poucos casos.
Em Lins, mais de 70 cães portadores da doença foram sacrificados. A Secretaria Municipal da Saúde montou um esquema no qual o dono doa o animal para o sacrifício ou, se preferir o contrário, assina um termo onde declara conhecer os problemas e ameaças da doença e assume as responsabilidades pelo que o animal doente possa causar. "Nós estamos aconselhando que, mesmo antes de descobrir se a leishmaniose é ou não visceral, o animal seja sacrificado porque, contaminado, ele sempre se constituirá num perigo", afirma o secretário Edivaldo Alves Trindade.
Paralelamente ao serviço com os cães, a equipe de controle da leischmaniose está realizando consultas com os donos e moradores que tiveram contato com os animais contaminados. Até hoje, havia aproximadamente 300 consultas agendadas para a verificação moradores.

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