Agência Estado
De Bauru
A leishmaniose foi encontrada em 451 cães nos 41 municípios que compõem a Direção Regional de Saúde (DIR) de Bauru, no interior de São Paulo. O maior número de casos foi confirmado em Lins, com 275; seguida de Cafelândia, com 103; Promissão, 37; Balbinos e Guaiçara, 10; Getulina, 8; Bauru, 5; e Agudos, Jaú e Macatuba, 1. Esses números põem as autoridades sanitárias em alerta, principalmente porque as localidades que apresentam o maior número de casos estão na área de Lins, vizinha a Araçatuba (SP), onde a infestação é grande.
Os cães, cujo resultado do primeiro exame foi positivo, tiveram o material encaminhado para outros exames no Instituto Adolfo Lutz com o objetivo de determinar se a doença é do tipo cutâneo ou visceral. A forma visceral é a mais grave. O Setor de Vigilância Epidemiológica e órgãos municipais empenhados no combate à doença examinam os cães existentes num raio de 200 metros do local onde é encontrado um contaminado porque, segundo a diretora do setor, Márcia Monti, é importante manter a doença sob controle.
Em Lins, mais de 70 cães portadores da doença foram sacrificados. A Secretaria Municipal da Saúde montou um esquema no qual o dono doa o animal para o sacrifício ou, se preferir o contrário, assina um termo onde declara conhecer as ameaças da doença e assume as responsabilidades por possíveis problemas. ‘‘Nós aconselhamos que, mesmo antes de saber se a leishmaniose é ou não visceral, o animal seja sacrificado porque, contaminado, ele sempre se constitui num perigo’’, afirma o secretário Edivaldo Alves Trindade.

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