Leishmaniose atinge sem-terra
Itaquiraí A leishmaniose está contaminando um acampamento de sem-terra com 1.300 famílias – mais de 5 mil homens, mulheres e crianças. Instalado dentro da Fazenda Santo Antônio, que eles invadiram em novembro de 1997, há no local, situado em Itaquiraí, extremo-sul de Mato Grosso do Sul, muitos cães com a doença, que é confundida com sarna. Lebres, tatus, raposas, gambás e cavalos, que também são transmissores, transitam pelo acampamento, segundo informou o secretário de Saúde do município, Hamílton Loro. Ele afirmou que das 25 amostras de sangue que coletou dos sem-terra com sintomas da doença, 16 são positivas. Felizmente, a leishmaniose é do tipo americana, que não afeta os rins e fígado, o que pode facilitar o tratamento feito à base de injeção de glucantine. Mas alertou para o risco de surgirem casos de leishmaniose visceral, que pode matar. O maior responsável pela presença do transmissor da doença é o desmatamento.

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