São Paulo, 23 (AE) - Os leilões de precatórios (dívidas judiciais do Estado ainda não pagas) na Bolsa de Valores de São Paulo tiveram deságio no intervalo entre 40% e 42%. O governo do Estado de São Paulo permitia deságio (valor abaixo de face do título) de 45%. Houve interferências de compradores no leilão e o deságio caiu para um intervalo entre 40% e 42%.
A corretora Souza Barros liderou o leilão respondendo por 90% do volume negociado e 63% do movimento total licitado de títulos (R$ 5.251.978,00). O volume efetivamente negociado foi de R$ 3,633 milhões. O montante total retirado o deságio foi de R$ 2.127.257,42. álvaro de Souza Barros, presidente da corretora Souza Barros, afirma que os precatórios em Bolsa deram "maior transparência e segurança aos negócios". Segundo ele, os leilões de hoje demonstram que o mercado começa a achar um patamar de negociações entre 40% e 42% de deságio.
Os compradores utilizam os papéis adquiridos em Bolsa para pagar suas dívidas com o Estado, apropriando-se do desconto negociado no leilão. Para o governo do Estado, o leilão é uma forma de reduzir a dívida pública.

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