Brasília, 29 (AE) - O leilão de privatização do Banespa foi remarcado hoje para o dia 27 de junho. A data consta do novo cronograma com os passos da privatização que foi divulgado pelo Banco Central. Pela programação anterior, o leilão estava marcado para o dia 16 de maio.
Consta do novo cronograma que, no próximo dia 5 serão conhecidas as instituições pré-qualificadas para disputar o Banespa no leilão que será realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Embora o BC esteja com a lista dos pré-qualificados finalizada, pois era prevista a sua divulgação para o dia 29 de fevereiro, o diretor de Finanças Públicas e Regimes Especiais, Carlos Eduardo de Freitas, explicou que ainda não pode divulgá-la porque é necessário que ela seja auditada.
Freitas lembrou que o BC estava pronto para homologar o contrato com a empresa gaúcha HLB Audilink e Cia, que havia vencido a licitação para auditar o processo de privatização, quando foi surpreendido com a liminar concedida pela juíza Rosimayre Gonçalves, da 1ª Vara da Justiça Federal de Brasília, suspendendo todo o processo de privatização. "Fiquei paralisado", afirmou o diretor. Isso ocorreu no dia 21 de fevereiro.
Com a cassação da liminar, na última terça-feira, o BC retomou os passos do processo e hoje assinou o contrato com a HLB. "Eles vão atestar a lisura de todo o processo", afirmou o diretor. O passo seguinte, então, será a divulgação dos pré-qualificados que Freitas não revela sequer o número. Sobre a outra liminar que existe na Justiça de São Paulo impugnando o balanço do Banespa, o diretor explicou que ela não impede a realização do data-room. Ou seja, a disponibilização de todos os dados contábeis e econômicos do Banespa aos candidatos à compra da instituição. Exatamente como no primeiro cronograma, os interessados no Banespa terão mais de dois meses para examinar todos os dados.
Sobre a ameaça dos procuradores da República, autores da primeira ação que resultou na liminar concedida pela juíza Rosimayre Gonçalves, de entrar com nova ação para suspender a venda do Banespa, o diretor do Banco Central afirmou apenas que "estamos preparados para o combate".
Questionado sobre o que poderia ser feito, mais uma vez ele foi veemente: "não revelo estratégias". No leilão serão ofertados 66,67% do capital votante do Banespa. Pelo edital, no entanto, a parcela de 15,67% deverá ser ofertada, preferencialmente, a pequenos e médios produtores rurais e urbanos do Estado de São Paulo. Na hipótese destes produtores não exercerem a preferência, os interessados poderão disputar os 66,67% do capital ofertado.

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