São Paulo, 10 (AE) - O analista do setor bancário Pedro Guimarães, do Banco Bozano, Simonsen, acredita que o leilão de privatização do Banespa previsto para 16 de maio terá que ser adiado. Ele entende que não há prazo suficiente para resolver todas as pendências. Ele observa que a dívida previdenciária para os funcionários que passaram a trabalhar no Banespa antes de 1975 foi avaliada pelo governo em R$ 3 bilhões.
Segundo Guimarães, os funcionários do Banespa contrataram empresas independentes que chegaram a cálculo bem diferente (dívida de R$ 4,5 bilhões). Ele acredita que os funcionários "conhecem melhor a instituição". Segundo o analista, o leilão só teria condições de ser realizado em 16 de maio se houvesse compromisso do Tesouro Nacional de quitar todas as ações e pendências trabalhistas, previdenciárias e tributárias. Ele entende que isso seria o ideal para os bancos que vão participar do leilão de privatização, pois eliminaria todas as pendências.
Guimarães afirma, no entanto, que dificilmente isso seria factível politicamente, uma vez que o Tesouro Nacional já injetou R$ 50 bilhões (por meio de crédito e troca de papéis por títulos federais) para resolver "os problemas do Banespa".