Nairóbi (AE-AP) - Iniciado em 1953 como um leilão sem importância de chá de baixa qualidade, a venda semanal de chá no Quênia cresceu até tornar-se um dos maiores mercados de folhas de chá do mundo. Perde em importância apenas para Colombo, Sri Lanka como fonte para chás de alta qualidade para consumidores em todo o mundo.
George Waireri, presidente da associação comercial que administra o leilão, diz que a venda semanal no porto de Mombassa tornou-se parâmetro para o preço do chá no mercado internacional.
"Cada produtor importante ou país consumidor do mundo enfoca suas atividades semanais no centro para medir as tendências do mercado e criar um parâmetro para seus preços internacionais para o chá", diz Waireri.
O leilão, comandado pela Associação Comercial do Chá do Leste da áfrica, uma união de produtores, compradores, corretores e processadores, ganhou um grande impulso em junho, quando o leilão de chá de Londres foi fechado.
"Com o fechamento do leilão londrino, os volumes oferecidos nos leilões de Mombassa cresceram consideravelmente", diz Waireri.
A maior parte dos chás de primeira e segunda qualidade agora oferecidos no leilão provém do Quênia, mas quantidades cada vez maiores estão vindo de Uganda, Tanzânia, Ruanda, Burundi, Congo, Madagascar, Malawi, Zâmbia e Zimbábue.
Ao contrário da Índia e do Sri Lanka, onde a produção de chá é sazonal, o leilão de Mombassa é aberto toda a segunda-feira, 50 semanas por ano. Para melhorar a eficiência, o local do leilão foi mudado do Oceano Índico para o porto de Nairóbi em 1969. Outro grande importante impulso aconteceu em 1992, quando a associação prestou atenção ao conselho do FMI e começou a conduzir os leilões em dólares norte-americanos. Mas Waireri vê a necessidade de promover o consumo local.
"Devido ao crescimento lento, quase estagnado do consumo mundial de chá, os países produtores deveriam encorajar e promover o consumo do produto em seus próprios países, pois isso criaria demanda e melhoraria os preços para os fazendeiros", diz.

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