Leilão de carros e sucatas da prefeitura atrai primeiros interessados
Visitação segue até sexta-feira e inclui veículos, eletroeletrônicos, mobiliário e equipamentos fora de uso pela administração municipal
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Visitação segue até sexta-feira e inclui veículos, eletroeletrônicos, mobiliário e equipamentos fora de uso pela administração municipal

Os 47 lotes de sucata à venda por leilão da Prefeitura de Londrina começaram a atrair interessados nesta terça-feira (4), quando foram expostos para visitação dos interessados em dar lance. As ofertas vão desde cadeiras de escritório, computadores e bicicletas que já não servem mais à administração municipal até viaturas da Guarda Municipal e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e estarão expostos para os interessados até a sexta-feira (7). Os lances já podem ser dados on-line.
O horário de visitação é das 9h às 11h30 e das 13h às 16h. Entretanto, a sugestão é ir o mais cedo possível, já que o almoxarifado da prefeitura, onde estão os produtos, é o antigo barracão do IBC (Instituto Brasileiro do Café), na zona oeste de Londrina, um espaço 28,5 mil metros quadrados coberto com telhas metálicas que não repelem o calor do sol ardente.
Os lotes têm valores iniciais entre R$ 30 e R$ 48 mil e atraem a atenção desde interessados em sucatas e reciclagem até compradores em busca de veículos e máquinas para uso ou recuperação. Os veículos, que têm viaturas oficiais, vans, caminhonetes e caminhões que considerados inadequados para a administração municipal, compõem lotes inteiros em cada unidade.

Foi a possibilidade de encontrar um veículo que comporte uma carga maior que atraiu o empresário Lúcio Nunes. Acompanhado do cunhado Celso Braga e do neto Enzo Gabriel, ele inspecionou ambulâncias desativadas, uma caminhonete que foi viatura da Guarda Municipal e uma van da marca Iveco, com a frente colidida. Descrita no lote 6, o veículo ano 2002 tem lance inicial de R$ 9 mil e, até o fim da tarde desta terça, não havia recebido nenhuma proposta. Já outras duas Ford Transit (lotes 1 e 2) que serviram como veículos de resgate estão à venda por R$ 25 mil cada, também sem lances até a tarde desta terça.
“Vim dar uma olhada e ver se vale a pena, porque o preço é chamativo, pelo lance inicial do leilão. Mas elas estão bem maltratadas, bem acabadinhas. O conserto para poder rodar de novo, talvez não valha a pena”, explica.
Nunes tem uma cozinha industrial e utiliza para entregas um Fiat Doblô, veículo com considerável espaço para carga. Porém, o objetivo é aumentar o volume que propicie fazer mais entregas de uma única vez. “A Doblô já está ficando pequena e quero algo que me supra mais. Mas, se pegar um veículo muito estragado, o valor do conserto pode chegar ao dobro [do lance]. E, se apenar dar uma ‘garibada’ para rodar, a gente ‘cai’ na primeira blitz”, afirma.
O espaço para visitação atrai interessados aos poucos. O agente operacional da Prefeitura de Londrina Roni Almeida recepciona as pessoas na entrada para os lotes veiculares e disse que, na manhã do primeiro dia, cerca de 25 pessoas teriam passado por ali. O imenso almoxarifado também abriga outras sucatas que ainda não estão à venda. “Tudo isso que está aqui, vai ser vendido eventualmente. Mas, precisam passar por processos administrativos antes de serem destinados à venda”, explica.

‘A gente vai tentando’
O galpão tem uma entrada à frente e outra aos fundos, onde estão abrigados lotes com maior número de itens de volume menor, como eletroeletrônicos e movelaria. Esta foi a área que atraiu a atenção de Wilson de Toledo Pires. Proprietário de um ferro velho, ele observava os itens à venda e fazia anotações em uma prancheta na tarde desta terça.
“Atualmente, o meu forte são os eletrônicos, mas também trabalho com alguma coisa de mobiliário. Estou tentar levar o lote de CPUs (computadores), os monitores, vou tentar os ventiladores. A gente vai tentando, né?”, questiona.
As anotações de preços e quantidades são necessárias para, mais tarde, verificar se vale fazer uma proposta ou, caso já tenham lances, entrar na disputa. Veterano do modelo de compras, ele adquire as peças, desmonta e vende as partes para reposição, no atacado. De acordo com ele, a depender do tipo de produto e do lance final, é possível um lucro de 30% sobre as sucatas adquiridas.
Embora as portas só tenham sido abertas para visitação nesta terça, alguns lotes já valorizaram consideravelmente, como várias bicicletas da Guarda Municipal. Com lance inicial de R$ 200, a última proposta nesta terça era de R$ 1,3 mil.
Entre os lotes também estão cadeiras, móveis escolares, fogão industrial e equipamentos já obsoletos, como televisores de tubo, câmeras e videocassetes. Além de deposição, alguns itens são interessantes pela matéria-prima, como chips de computadores com componentes em ouro ou materiais como ferro e cobre. “Quem sabe utilizar, consegue um bom retorno”, afirma Roni Almeida.
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Luis Fernando Wiltemburg
Repórter de Cidades.



