Brasília- Pela quarta vez consecutiva, o governo vai tentar vender os lotes de ''boi pirata'', animais criados irregularmente na estação ecológica Terra do Meio, em Altamira, no Pará. O novo leilão está marcado para a próxima terça-feira. Ontem, não houve interessados em comprar o rebanho, apreendido por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Polícia Federal em operação realizada em junho. O preço de venda dos animais será divulgado com dois dias de antecedência. Até a divulgação, o Ibama vai recorrer da liminar que impediu o deságio de 60%.
Ontem, uma hora antes do início do leilão, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que organiza a venda, recebeu despacho do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1 região proibindo a redução no valor do lance inicial. Na decisão, o desembargador federal Olinto Herculano de Menezes determinou que ''não seja aceito, no leilão de 28 de julho, nenhum lance inferior ao preço de mercado''. Com a decisão, o governo foi obrigado a manter o preço de R$ 3,151 milhões para a venda dos bovinos, divididos em seis lotes. A idéia era oferecer os animais por R$ 1,445 milhão.

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