O pesquisador Pablo Dreyfus, do movimento Viva Rio, confirma que a chamada Tríplice Fronteira (entre Brasil, Paraguai e Argentina) funciona como corredor para as armas e a munição, que percorrem mais de 2 mil quilômetros até chegar às mãos de facções como o Primeiro Comando da Capital (SP) e o Comando Vermelho (RJ). As armas são usualmente pagas com dinheiro, ouro ou drogas.
Dreyfus fez a mesma afirmação ao participar, em abril, em Buenos Aires, da 5 Reunião da Comissão de Segurança Humana, Combate e Prevenção ao Narcotráfico, Terrorismo e Crime Organizado do Parlamento Latino-Americano (Parlatino), com representantes da Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Chile, México e Canadá. O Parlatino é uma organização regional criada em 1964 e formada pelos parlamentos nacionais da América Latina.
No encontro, surgiu a proposta de criação de uma lei de controle de armas a ser adotada por todos os países latino-americanos, colocando, pela primeira vez, a munição no mesmo nível de importância das armas, ao limitar a quantidade que pode ser comprada por pessoas ou empresas e exigindo a marcação da munição. A unificação da legislação para reprimir o tráfico foi considerada ''urgente'' no relatório final do encontro.
''A harmonização das leis de controle do comércio interno de armas deve ser um componente do Programa de Ação das Nações Unidas. Controlar bem em nível local é uma maneira de cooperar em nível global'', justifica o relatório.(A.S.)

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