Lei restringe publicidade em Maringá
Marcos Zanatta
De Maringá
Os painéis publicitários instalados em prédios e áreas de órgãos públicos devem ser o primeiro alvo da lei que regulamenta esse tipo de publicidade em Maringá. A lei, de autoria da vereadora Arlene Lima (PSDB) e sancionada pela prefeitura, está em fase de adaptação. No máximo em 90 dias, acredita a vereadora, os fiscais devem iniciar um trabalho para coibir os abusos. Ela concorda que para dar exemplo a publicidade oficial ou que utiliza áreas públicas deve ser priorizada.
Para Arlene, existe muito abuso na instalação de painéis. A lei é clara é não vai permitir o uso de prédios ou terrenos pertencentes ou locados por órgãos públicos, avisa. A vereadora explica que a proibição é uma forma de evitar o uso ilegal das áreas. Nenhum prédio, continua ela, é locado ou construído pelo poder público para fixar painéis publicitários.
Os fiscais vão acionar os responsáveis e pedir a retirada das placas, explica. Segundo Arlene a lei vai cobrir todo tipo de propaganda em locais públicos. Estamos regulamentando um setor que não tinha lei específica, diz.
A única lei que existia, de 1977, tratava de poucos itens. A realidade era outra, lembra Arlene. No total, a nova lei tem 69 artigos, baseados em projetos de outras cidades e analisados junto com profissionais do mercado de publicidade. A idéia surgiu por causa do corte de árvores promovido por comerciantes que querem expor uma fachada nova.
Como as idéias vieram de outras cidades, tivemos que adaptar à realidade de Maringá, que tem características diferentes, afirma. Ela acha que retirando os painéis que hoje estão em prédios públicos, será possível cobrar de particulares. O segundo passo será de verificar os crimes contra o ambiente, antecipa.





