Lei restringe compra de armas no Rio
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 22 de outubro de 2001
Agência Estado<br> Do Rio de Janeiro 
A nova legislação estadual que restringe ainda mais a comercialização de armas no Rio de Janeiro não agradou aos proprietários e lojistas. Desde ontem, quem quiser comprar armamento de defesa pessoal, de caça ou esportivo, tem de apresentar atestado de idoneidade, avaliação psicológica e informações sobre o motivo da compra, em respeito à lei estadual 3.680. A Associação Nacional de Proprietários e Comerciantes de Armas (Anpca) vai entrar hoje com mandado de segurança pedindo a suspensão da lei.
''As armas ilegais é que causam violência e mortes. É uma imoralidade e uma ilegalidade o que o governo está fazendo'', disse Antônio Alves, presidente da Anpca, que teme a extinção das lojas especializadas em tais produtos. Segundo Alves, há 25 anos existiam no Estado 60 pontos de venda, número que hoje está reduzido a oito. ''Com o aumento da dificuldade de se comprar uma arma no Rio, as pessoas vão preferir comprar em outros Estados.''
Sancionada pelo governador Anthony Garotinho, a lei, de autoria do deputado Carlos Minc (PT), estabelece que o interessado em possuir uma arma deverá ter ficha policial limpa e uma declaração de três vizinhos comprovando boa reputação, além de se submeter a um exame psicotécnico para verificar o conhecimento e funcionamento de armas.
Uma autoridade policial terá de atestar a boa índole da pessoa. O comprador deverá ainda comprovar que está trabalhando e estar em dia com suas obrigações eleitorais.


