Lei gera confusão em Cascavel
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Agência Estado 
São Paulo- O primeiro dia da proibição de aglomerações em locais fechados para evitar a disseminação da gripe A (H1N1) em Cascavel foi marcado por incerteza, desinformação e medo entre os moradores. A medida vigora até a próxima segunda-feira (17) e atinge, principalmente, shoppings, restaurantes, igrejas, escolas, casas noturnas e outros estabelecimentos na cidade, que teve as primeiras duas mortes pela doença confirmados ontem.
Conforme boletim divulgado pela secretaria estadual de Saúde, houve mais 19 óbitos no Estado, aumentando o total para 58 e, no País, para 273, com o anúncio de mais 42 mortes em São Paulo e mais 1 em Minas.
Ficaram de fora da medida supermercados e transporte coletivo. Os bancos abriram as portas controlando a entrada de pessoas, o que causou filas do lado de fora das agências. O Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares estuda medida jurídica para derrubar a decisão.
O secretário da Saúde de Cascavel, Ildemar Canto, defendeu a iniciativa e atribuiu o medo da população a informações sensacionalistas divulgadas nos meios de comunicação. O secretário da Saúde do Paraná, Gilberto Martin, reprovou a decisão. Não tinha necessidade, afirmou. Medida como essa de dispersão social com maior intensidade tem de ser feita baseada em dados epidemiológicos mais seguros.


