Lei comercial deve ser adotada pelo Senado dos EUA Do correspondente PAULO SOTERO
Washington, 01 (AE) - Se os líderes democratas conseguirem mobilizar os votos necessários para quebrar uma manobra de obstrução parlamentar prometida pelo senador Fritz Hollings, democrata da Carolina do Sul que representa o lobby da indústria textil, o Senado dos Estados Unidos abrirá amanhã (02) o caminho para a adoção da primeira legislação comercial significativa desde que autorizou a entrada do país na Organização Mundial de Comércio, em 1994.
O projeto de lei prevê a ampliação para os países da América Central e do Caribe dos benefícios do Acordo de Livre Comércio da América do Norte, NAFTA, que os EUA assinou com o México e o Canadá, em 1993, e a remoção de barreiras comerciais para países da áfrica que adotem e executem reformas econômicas sob a supervisão do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. A legislação também contempla a renovação do Sistema Generalizado de Preferências, pelo qual os EUA concede benefícios de isenção tarifária a certos a países em desenvolvimento.
A Câmara de Representantes já aprovou o projeto de lei, com uma versão mais restritiva da liberalização do comércio com a áfrica. O presidente Bill Clinton prometeu assinar a nova legislação se as duas casas da Congresso negociarem as diferenças. O compromisso dos democratas de não obstruir a aprovação da nova lei depende, no entanto, do cumprimento de um acordo pelos republicanos que elevará o salário mínimo dos atuais US$ 5,15 para US$ 6,15 por hora, em dois anos.
Embora contenha iniciativas modestas, quando comparadas com a criação até 2005 da área de Livre Comércio das Américas, que reúne empresários e ministros de 34 países esta semana em Toronto, ou com o ainda mais ambicioso lançamento de uma nova rodada de negociações para a liberalização do comércio global, no mês que vem, em Seattle, a legislação é politicamente significativa, pois reforçará a posição dos negociadores americanos nos dois encontros.





