Curitiba - Nem sempre quem fiscaliza está apto a ser fiscalizado. Até a tarde de ontem, no térreo do prédio do Ministério Público do Paraná (MP), em Curitiba, não havia cartazes sobre a proibição do cigarro em ambientes de uso coletivo, conforme exige a Lei Municipal 12.354/09, em vigor desde 19 de novembro. Os demais andares estão equipados com placas indicando a proibição.
Ontem, enquanto era anunciado o plano estratégico de gestão do MP, uma procuradora de Justiça fumava em frente à recepção, dentro do prédio. Se um fiscal da Vigilância Sanitária estivesse lá, o MP poderia ser multado em R$ 1 mil.
A subprocuradoria geral do MP informou que todos estão cientes de que é vetado o fumo dentro das dependências, e que irá confeccionar mais placas anunciando a proibição. Segundo a assessoria de imprensa, as placas poderão ser conferidas ''em breve''.
De acordo com a Secretaria de Saúde, antes da lei entrar em vigor, prédios públicos de Curitiba receberam cartazes e adesivos. Segundo o diretor do centro de saúde ambiental da secretaria de saúde de Curitiba, Sezifredo Paz, é utilizado o bom senso na hora de multar.
Até sexta-feira, 19 multas foram aplicadas e cerca de 600 estabelecimentos foram vistoriados. Além de inspecionar, os técnicos também esclareceram o público.

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