Lehman prevê híper no Brasil e depressão no Japão
São Paulo, 11 (AE-Dow Jones) - Os economistas do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers fizeram previsões bastante pessimistas sobre o Brasil durante a conferência em Hong Kong. Em pronunciamento centrado nos riscos que o Japão coloca para a economia mundial, o economista-chefe para mercados globais, John Llewellyn, previu a volta do "velho Brasil", com a inflação subindo a 85% este ano e 150% no próximo.
O Brasil mostra que "os países são muito mais prisioneiros de suas próprias histórias do que pensávamos", disse Llewellyn, depois de apontar o País como uma das possíveis zonas de choque para a economia global este ano. A principal preocupação da Lehman Brother, no entanto, é com o Japão. Llewellyn defendeu medidas radicais no Japão, que poderiam incluir monetização, promoção ativa de inflação e criação de um ministério da demanda. O banco prevê recuo de 1% no PIB do Japão este ano.
O principal economista para a ásia, Russell Jones, acredita que o banco central do Japão terá de adotar uma meta de inflação, mas acha que isto não acontecerá neste semestre e possivelmente virá acompanhada da renúncia do presidente do BC, Masaru Hayami. Ele disse que uma meta de inflação de 2% seria apropriada. Segundo Jones, cinco "ds" -depressão, deflação, dívida, demografia e desregulamentação- ajudam a compor o quadro assustador sobre a economia japonesa. Ele afirmou que nem os economistas nem as autoridades têm experiência sobre o que está acontecendo no Japão.





