Nablus, Cisjordânia, 02 (AE-AP) - O legislador palestino Moawya al-Masri, que foi ferido à bala por três homens encapuzados depois de assinar um manifesto anti-corrupção, afirmou hoje (02) que pelo menos um dos atacantes era membro das forças de segurança palestinas.
Masri disse acreditar ter sido atacado porque assinou a declaração que contribuiu para responsabilizar diretamente o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, pela crescente corrupção no governo.
Segundo o chefe de polícia de Nablus, coronel Firas al-Emleh, Masri não está cooperando com os investigadores. O coronel afirmou que a polícia não está investigando a possibilidade de um membro das forças de segurança estar por trás do ataque. "A Autoridade Palestina não ataca seus próprios cidadãos", disse o oficial.
Entretanto, Arafat tomou algumas medidas para abafar os dissidentes. Ele mandou prender alguns dos signatários do manifesto e pressionou parlamentares para que censurassem legisladores dissidentes.
Apesar da pressão, os nove legisladores que assinaram o manifesto afirmaram que não voltarão atrás em sua decisão. "A corrupção está impregnada em todas as instituições oficiais", disse Masri a jornalistas em sua casa de Neblus.

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