Guarujá - A Prefeitura do Guarujá, no litoral sul de São Paulo, regularizou ontem 77 imóveis ocupados clandestinamente por famílias na Vila do Sapo, uma área pública. O prefeito Maurici Mariano (PTB) entregou as concessões de uso especial para fins de moradia, documento que legaliza as casas da favela.
''Todas essas famílias ocupam os imóveis há mais de cinco anos e, como estão em área pública que não podem ser vendidas ou doadas, a concessão é a forma de legalizar uma situação de fato'', explicou Mariano.
Antes da legalização, a favela já havia sido parcialmente urbanizada com recursos da prefeitura, que instalou água encanada, rede de esgoto e elétrica. Falta apenas a pavimentação para que a urbanização esteja completa. ''O núcleo recebeu muitas melhorias, mas faltava resolver o problema da posse dos imóveis, o que fizemos hoje''.
Os investimentos na Vila Sapo fazem parte do programa municipal ''Meu Chão'', de erradicação de favelas, desenvolvido desde 97. Há atualmente uma parceria com o programa federal Habitar-Brasil/BID, que está urbanizando os núcleio da Vila Rã, do Sossego e Areião, onde 1.227 famílias estão sendo beneficiadas nessa primeira etapa das obras.
Realidades - Guarujá vem recuperando o prestígio que teve no passado, quando suas praias eram as preferidas pela elite. ''A estrutura melhorou, as praias estão limpas, a taxa de ocupação dos hotéis aumentou e os imóveis estão sendo valorizados, o que dá um novo astral para a cidade, que recuperou sua credibilidade'', disse o prefeito. Ao lado dessa realidade, Guaruja convive com o problema social de suas favelas.
''Estamos envolvidos nesse processo de urbanização desses núcleos populares, melhorando a qualidade de vida da população pobre, mas nossa maior preocupação é gerar mais empregos para esses moradores''. Para chegar a isso, a prefeitura trabalha em duas frentes: o turismo e instalação de empresas não-poluentes''.

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