Lee promete não mudar orientação política mas mantém declaração
Taipé, 23 (AE-AP) - Duas semanas depois da declaração que enfureceu a China e fez os Estados Unidos enviarem oficiais ao país para tentar evitar uma crise, o presidente de Taiwan, Lee Teng-hui ofereceu hoje garantias de que sua orientação política de interação e eventual reunificação com o continente não mudou.
Mas num dia em que outros oficiais convidaram a China a discutir a crise com Taiwan e mantiveram a proposta de conversações políticas sobre a reunificação, Lee defendeu sua redefinição das relações com o continente como relações de "Estado para Estado", dizendo que aquilo era o que a maior parte dos taiuaneses acredita.
"Esta é uma demonstração do respeito de um governo democrático pela opinião pública", disse o presidente durante conversações com o enviado norte-americano Richard Bush, que reuniu-se com oficias taiuaneses para compreender melhor os comentários de Lee.
Lee também reafirmou seu pedido para que a China reflita sobre sua declaração e disse acreditar que a liderança de Pequim "pode necessariamente entender o sentido positivo de sua fala sobre uma interação amigável no desenvolvimento das relações do Estreito de Taiwan." segundo uma declaração do gabinete presidencial.
Bush, que não comentou o teor dos encontros, disse ao presidente que os Estados Unidos esperavam que Taiwan e a China pudessem "recuperar confiança mútua e usar essa base para construir uma interação amistosa", de acordo com a declaração.
Lee reafirmou que não retiraria sua declaração de 9 de julho, que ameaçou provocar uma crise no Estreito de Taiwan e arrastar Washington numa briga.
A China, que considera Taiwan como uma província rebelde que deve ser reunificada ao continente, à força, se preciso, considera as declarações de Lee como uma ameaça à visão de que a China e Taiwan são parte de um mesmo país. Os lados dividiram-se numa guerra civil, em 1949.
A China acusou hoje o congresso norte-americano de apoiar o presidente Lee Teng-hui na sua guerra de palavras sobre a situação do país diante da China.
Segundo a agência de notícias Xinhua, o congresso americano teria pressionado o presidente Clinton para forçar a China a renunciar publicamente ao uso da força ou à ameaça de força contra Taiwan.





