São Paulo, 18 (AE) - Os negócios com leasing no País, até setembro último, chegaram a R$ 6,6 bilhões (US$ 4 bilhões), segundo o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Leasing (Abel), Antonio Bornia. Ele informou que as empresas de leasing encerraram setembro com um total de 57.101 novos contratos em carteira, o que representou um volume de negócios de R$ 1,04 bilhão no mês. A perspectiva para 99 é de que o setor termine o ano com até US$ 6,5 bilhões em negócios, contra US$ 11 2 bilhões de 98.
O resultado de setembro indica um crescimento de 10,91% na quantidade de contratos e de 17,62% no volume financeiro em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, as empresas do setor atingiram a marca de R$ 6,6 bilhões de novas operações com 381.380 contratos negociados, explicou Bornia. A Abel reúne 65 sociedades arrendadoras e carteiras de arrendamento em bancos múltiplos com operações neste segmento.
A Abel registrou crescimento ininterrupto nos negócios de março a agosto deste ano. O maior crescimento ocorreu em março, quando o valor dos novos contratos cresceu 69,13% frente a fevereiro. Em abril avançaram 34,5%, comparados ao mês anterior. O fenômeno se repetiu em maio (47,59%), junho (25,53%)
julho (24,33%) e agosto (4,9%). Apenas no mês de setembro o valor apresentou queda de 12,08%.
Por tipos de bens, o balanço do setor mostra que 85,2% do total dos contratos em curso são de arrendamento de veículos e afins. Os equipamentos de informática vieram em segundo lugar (7,2%), seguidos de máquinas e equipamentos (5,2%) e outros (2 4%). Dentro do item veículos e afins, os arrendamentos para automóveis representam a preferência (86%). Os caminhões respondem por 4% da frota arrendada. Os contratos de arrendamentos de ônibus respondem por 1% e o restante, 9%, ficou distribuído entre utilitários, motocicletas e outros.
No levantamento feito por tipo de indexador praticado, os contratos pré-fixados responderam em setembro por 90% do volume, enquanto os calculados em dólar somaram 6%, seguidos da TR (2%) e outros (2%).
Dos arrendamentos a receber (considerando os contratos ativos em carteira) o segmento pessoa física responde por 46,1% do total, seguido de serviços (25,1%), comércio (9,4%), indústria (8,7%), estatais (0,7%) e outros (10,1%).

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