Curitiba - Um leão marinho de dois metros e meio e pesando cerca de 1,2 tonelada foi salvo, no final de semana, na baía de Guaratuba, Litoral do Paraná. Um caseiro encontrou o animal e telefonou para a Polícia Florestal, que pediu ajuda para o Centro de Pesquisa e Produção de Organismos Marinhos da Pontifícia Universidade Católica (CCPOM-PUC).
Foram necessários dois homens do Corpo de Bombeiros, três da Polícia Florestal, o caseiro e o técnico do CCPOM, Fabiano Cecilio da Silva, para retirar o animal do terreno baldio e devolvê-lo ao mar, no sábado à noite.
Silva conta que o leão marinho subiu uma rampa de concreto e ficou descansando no quintal de uma casa abandonada. O caseiro contou a ele que fazia três dias que o animal estava no mato e inicialmente ele teria pensado que se tratava de um cavalo. Segundo Silva, o leão marinho se machucou um pouco nas pedras ao subir a rampa, mas eram ferimentos leves.
Os policiais chegaram a pensar que o leão marinho tivesse sido ferido por um arpão, o que não se confirmou. Mas, como teria tomado muito sol, estava desidratado e não conseguia voltar para a água. Antes de removê-lo, o grupo jogou água sobre o bicho, que só então foi levado para o mar e empurrado para o fundo. ''Com certeza, ele conseguiu sair da baía e chegar ao alto mar, pois não tivemos mais notícias dele por aqui'', conta Silva.
A costa paranaense recebe todos os anos milhares de animais que migram de outras regiões em busca de abrigo e alimento, fugindo do inverno rigoroso. São principalmente pinguins, albatrozes, lobos e leões marinhos vindos principalmente do Sul da Argentina, na Patagônia.

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