Tchiri, o novo leão-marinho do Zôo de São Paulo, que foi apresentado aos visitantes neste fim de semana, é o primeiro de sua espécie a nascer em um zoológico na América. A informação foi divulgada ontem pela bióloga-chefe do local, Catia Cassaro.
Com seus grandes olhos redondos, Tchiri, que significa ‘‘frio’’ na língua indígena quichua, foi a sensação no zôo paulista neste fim de semana onde foi apresentado ao público pela primeira vez, apenas um mês e pouco depois de nascer.
Segundo Cassaro, estes animais têm que esperar um pouco antes de serem colocados na piscinas, pois não nascem nadando. Tchiri, de 72 centímetros, pesava 12 quilos ao nascer e deve alcançar os 300 quilos quando ficar adulto e ter até dois metros de comprimento.
Os demais três leões-marinhos do Zôo de São Paulo (duas fêmeas e um macho) vieram de uma estação de resgate do Uruguai, que os trocou por outros animais nascidos no parque.
A bióloga explicou que ainda não se trata de um animal muito ameaçado na natureza, por isso, é importante conhecer o funcionamento da espécie e suas características de reprodução.
Os leões-marinhos, uma das principais atrações visuais da costa da Patagônia argentina, habitam no litoral do Chile, Argentina e Uruguai. Às vezes, estes animais se arriscam a passear no Sul do Brasil.
Muitas ONGs estão preocupadas com a preservação da espécie e querem manter os animais em liberdade, longe dos zoológicos. Os pescadores são seus principais predadores.

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