Diretores e representantes da TV Record prometeram ontem ao secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, que o programa ‘‘Leão Livre’’ ficará mais manso a partir do próximo ano. Herdeiro do horário do apresentador Carlos Massa, o Ratinho, ‘‘Leão Livre’’ seguiu inicialmente os mesmos passos do ‘‘Programa do Ratinho’’. ‘‘O Leão está sendo alterado: será mais investigativo, sem situações vexatórias’’, adiantou o diretor nacional corporativo da TV Record, Roberto Wagner Monteiro. Segundo ele, o programa poderá exibir determinadas anomalias genéticas, mas sem o sensacionalismo. A idéia é despertar a atenção das pessoas para converter em ajuda. ‘‘Podemos até colocar no ar um homem de duas cabeças’’, continua o diretor. A diferença, diz, é que será mostrado que um médico, por exemplo, do Paraná pode fazer a cirurgia de correção do defeito por R$ 30 mil e, com isso, tentar levantar o dinheiro.
A mudança de orientação do ‘‘Leão Livre’’ é anterior à decisão do governo de fechar até o fim do ano com cada emissora uma espécie de manual individual de conduta para garantir a qualidade da programação. O bispo da Igreja Universal e deputado eleito Carlos Rodrigues (PFL-RJ) conta que recebeu muitas cartas de fiéis com queixas dos programas da própria Record e, principalmente das TVs Globo e Bandeirante.

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